Centro Terra Viva realiza Capacitação em Gerenciamento de Água para a Produção com famílias beneficiárias do Programa P1+2 do MDS e Petrobras.

 
Aconteceu nos dias 19, 20 e 21 de junho, na comunidade de Trapiá II, no município de Apodi, a primeira capacitação em Gerenciamento de Água para Produção, GAPA, com as famílias que serão beneficiadas com o Programa Uma Terra e Duas Águas através do apoio financeiro da Petrobras e do Ministério do Desenvolvimento Social através da Articulação do Semiárido Brasileiro, ASA Potiguar.
 
Em média foram capacitadas 40 famílias, de várias comunidades que estão recebendo uma das nove tecnologias disponibilizadas pelo programa. O GAPA, é uma capacitação que tem como finalidade preparar a família para a utilização de forma correta das águas oriundas das tecnologias sociais que captam água nos períodos chuvosos do ano e as armazenam para o uso no período sem chuvas. As tecnologias que serão implantadas no município de Apodi serão: Barreiro Trincheira, Cisterna Calçadão, Cisterna de Enxurrada,  Barraginha, Tanque de Pedra, Barragem Subterrânea, Bomba Popular, Casa de Sementes e Viveiro de Mudas.
 
Todas essas implementações, sabiamente chamadas de "Tecnologias Sociais de Convivência com o Semiárido" tem um caráter produtivo, ou seja, a família ao receber uma das referidas tecnologias também recebem um recurso financeiro no valor de R$ 1.000,00 (Hum Mil Reais), para iniciar e/ou fortalecer o caráter produtivo da família, aumentando assim, a qualidade de vida e o aumento da renda familiar.

 
Para D. Celcina Regalado, agricultora familiar que mora na comunidade de Reforma em Apodi, ser contemplada com uma Cisterna Calçadão é a realização do sonho de ter água para produzir em seu quintal hortas e pomares que vão garantir a boa alimentação em sua casa. "Para mim isso é um sonho, poder de hoje em diante, ter água armazenada para aguar minhas plantinhas e minhas hortaliças para meu consumo e de toda minha família é  uma benção de Deus". Finalizou.

Abaixo disponibilizamos algumas fotos da Capacitação, que aconteceu de forma teórica e prática.
 







 

ASSENTAMENTO MILAGRE RECEBE VISITA DO PROJETO RN SUSTENTÁVEL





 
No último dia 04 de junho estiveram presentes em uma Visita de Intercâmbio ao Assentamento Milagre, em Apodi/RN técnicos do Projeto Integrado de Desenvolvimento Sustentável (RN Sustentável) que vieram conhecer as experiências desenvolvidas com relação ao meio ambiente. Acompanhando a comitiva também se fez presente a Supervisora Local do Projeto Dom Helder Câmara/SDT/MDA Ana Paula Oliveira e Francisco Gonçalo, Agente do Campo.

 
A programação contou de apresentação dos projetos em execução e os já implantados, com destaque para o Projeto de Gestão dos Resíduos Sólidos em Assentamento de Reforma Agrária financiado pelo FIA – Fundo de Incentivo Ambiental/Projeto Manejo Sustentável de Terras do Sertão/FIDA/PDHC. E que tem como principal objetivo melhorar a qualidade do ambiente e da vida das famílias com a gestão dos resíduos sólidos. Também se pretende trabalhar a consciência dos moradores/as com relação à problemática do lixo, promover a gestão adequada dos resíduos sólidos, melhorar o conhecimento com relação às práticas de gestão do lixo e se fazer a articulação com parceiros (públicos e outros).
 
A equipe técnica do Centro de Apoio ao Desenvolvimento da Agricultura Familiar –TERRA VIVA viabilizada através do PDHC acompanha 30 famílias, é formada por uma Assistente Social (Cláudia Mota) e um Técnico em Agropecuária (Gil Araújo), estes apresentaram todas as etapas que serão desenvolvidas, bem como alguns equipamentos que já foram adquiridos. Foi uma discussão bastante interessante, pois todos/as acharam uma excelente iniciativa de se trabalhar à questão da coleta e reciclagem do lixo, ou seja, as famílias buscaram iniciativas de solucionarem ou reduzirem este problema.
 
Outra ação que foi bastante discutida com os visitantes foi à implantação do Projeto Piloto da Estação de Tratamento de Esgoto Doméstico viabilizado em parceria com a UFERSA/ UNP e UERN. Esse projeto iniciou em 2008/2009 a partir de uma parceria estabelecida com a TERRA VIVA que já tem atuação nessa área há mais de 10 anos. A Universidade Federal Rural do Semiárido - UFERSA através do Professor Miguel Ferreira e do aluno de Doutorado Marcírio de Lemos enfocaram todos os processos de implantação, destacando as dificuldades enfrentadas inclusive no financiamento. Relembraram como foi possível viabilizar uma pesquisa que já há algum tempo tinham em mente, como foram os critérios para escolha do local, a participação das famílias em todos os processos, os recursos investidos, etc.  Foram meses de trabalho envolvendo professores, alunos e as famílias beneficiárias, mostrando que somente a ação coletiva é capaz de fazer acontecer e transformar o local. Hoje o assentamento está 100% saneado, coisa que não é comum em grande parte das cidades brasileiras. Durante a atividade foi apresentado à estrutura da estação de tratamento, os projetos já desenvolvidos/questão da produção já implantada, bem como as ações futuras.

 
No final desse importante encontro foi destacado pelos técnicos do Governo do Estado que experiências como essas precisam ser difundidas e replicadas em outros locais, sendo que a partir dessas visitas os mesmos vão se basear na construção dos Editais do Projeto RN Sustentável.
 
Por Cláudia Mota
Centro Terra Viva

Comunidade de Santa Rosa Recebe visita da equipe do P1+2

 
Ontem a noite foi a vez da comunidade de Santa Rosa I receber a equipe do Centro Terra Viva para apresentação do Programa uma terra e duas águas. A reunião aconteceu na quadra de Dede varela, e reunião em média 30 agricultores e agricultoras, que atentos buscavam entender as diretrizes do programa.
 
Após uma breve explanação, muitas visitas de alocação e cadastramento de famílias já ficaram agendadas. Segundo dados da equipe, 5 barraginhas e 2 barragens subterrâneas já foram alocadas na comunidade do Sítio Ação, uma região que tem muitas dificuldades com água no período sem chuvas, a previsão é de que os cursos de capacitação para as famílias que serão beneficiarias do programa, sejam iniciados ainda na primeira quinzena de junho.
 
Outras tecnologias sociais de convivência com o semiárido também já foram alocadas, já foram mais de 10 cisternas calçadão, em média 4 cisterna enxurrada, e 5 barreiros trincheira.
 
A meta da ASA Potiguar através do MDS para os municípios de Apodi, Pau dos Ferros, Rodolfo Fernandes e Severiano Melo é de implantar até dezembro, 149 tecnologias que possam promover a segurança e soberania alimentar das famílias agricultoras, através da produção de alimentos , com base nas  tecnologias apropriadas a região. Para isso, a Unidade Gestora Territorial Terra Viva, está realizando visitas e apresentações do projeto em várias comunidades dos referidos municípios.

Centro Terra Viva inicia visita nas comunidades onde serão instaladas tecnologias sociais de convivência com o Semiárido.

Estão acontecendo durante toda essa semana, as visitas, cadastros de famílias e vistorias de áreas onde serão implantadas 42 tecnologias sociais de convivência com o semiárido no município de Apodi.

O objetivo do programa é fomentar a construção de processos participativos de desenvolvimento rural no Semiárido brasileiro e promover a soberania, a segurança alimentar e nutricional e a geração de emprego e renda às famílias agricultoras, através do acesso e manejo sustentáveis da terra e da água para produção de alimentos.

 

Ao todo serão implantadas no município de Apodi 17 cisternas calçadão, 8 Cisternas Enxurradas, 2 Barragens Subterrâneas, 5 Barraginhas,  9 Barreiro Trincheiro e 1 Casa de Sementes. Outros municípios também foram contemplados com o programa P1+2 da Terra Viva, sendo, Pau dos Ferros com 36 tecnologias; Severiano Melo com 37, e Rafael Fernandes com 36.

“Com parceria com a ASA Brasil e MDS nós estaremos implementando várias tecnologias sociais de convivência com a região semiárida brasileira, garantindo a soberania alimentar das famílias, porque além de ter uma cisterna com água potável para o consumo humano, agora nós temos uma segunda tecnologia para garantir que essas famílias possam sobreviver com dignidade no campo produzindo e se alimentando com qualidade. Esse projeto é uma oportunidade de contribuir com o desenvolvimento sustentável da região nordeste” – Finalizou Claudia Mota, coordenadora Institucional do Centro Terra Viva.

Cisternas garantem colheita o ano todo em região de caatinga

Mesa das famílias está sempre farta e o excedente é levado para uma feira de produtos orgânicos.

Jornal Nacional
Mônica Silveira 11/05/2013
 
Clique sobre a imagem para assistir ao vídeo.

  No caminho em busca da água, aridez no lugar do pasto, terra ferida. Este cenário já foi visto décadas atrás. Mas por que depois de tanta experiência com a estiagem, de novas tecnologias que surgem, isso ainda se repete?


Um estudo do Centro Técnico Aeroespacial de São Paulo, feito há 35 anos, analisou dados de um século de chuva no Nordeste.

“Se chegou à conclusão de que existem intervalos de 26 anos de seca no Nordeste, e intervalos de 13 anos de secas menores”, revela o pesquisador João Suassuna, da Fundação Joaquim Nabuco.

Esta é uma das maiores, e as perspectivas não são boas para os sertanejos.

“A partir de agora são oito meses sem expectativa de precipitação. Então, a situação do sertão já está definida”, diz Marcelo Asfora, diretor-presidente da Agência Pernambucana de Águas e Clima.

Mas nem todos sofrem tanto. Um contraste: ao redor tudo é seca, é caatinga, mas no meio há uma horta, uma comunidade que, na região mais sofrida do sertão, produz alimentos o ano inteiro. A plantação não conhece tempo ruim.

“Temos um acompanhamento, uma especialização que nos ensina a trabalhar com pouco desperdício e mais qualidade nos produtos”, conta o agricultor Alessandro Vitorino da Silva.

A água vem de um poço. A orientação, da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA).

“Se os agricultores têm uma demanda de água, eles conseguem produzir várias coisas durante o ano inteiro”, diz uma técnica.

A colheita é abundante. A mesa das famílias, sempre farta. O excedente, eles levam para a feira de produtos orgânicos.

“Nós temos melhores condições da compra também no mercado”, a agricultora Maria Alexandrina da Silva.

O agricultor João Lourenço Dunga também tem sobra na produção. Distribui com os vizinhos. Começou a plantar depois que construiu duas cisternas de alvenaria. Uma capta água de chuva do telhado e tem capacidade para 16 mil litros. A tecnologia foi desenvolvida pela ASA, que criou também outra, de 52 mil litros. Sobre o que chama de calçadão corre a água da chuva que será estocada para as plantas e os animais.

“Antes aqui só era caatinga e pedra. Agora tem fartura”, comemora o agricultor.

Já são mais de 460 mil cisternas, construídas em parceria com o governo federal e os estaduais. A meta é chegar a um milhão. No semiárido, é preciso planejar e estocar.

“Essa tecnologia tem o objetivo de contribuir com as famílias para conviver. Para esquecer o velho conceito de que se combate a seca, se combate as características do semiárido. Isso não é verdade, se convive”, ressalta João Laércio Ferreira, presidente do Centro Educação Comunitária.

 

Fonte: Site da ASA Brasil

Terra Viva reativa Projetos do Manejo da Caatinga no Município de Apodi

O Centro Terra Viva e o Projeto Dom Helder Câmara realizaram durante toda a manhã de hoje 08, doações e plantios de mudas no projeto de Manejo da Caatinga do PA Soledade\Nova Descoberta na Chapada do Apodi. As doações foram resultados de uma parceria com a EMPARN, que produziu as mudas que foram implantadas em várias áreas do Projeto de Manejo da Caatinga no município de Apodi.

 

Devido a forte estiagem que castigava o município de Apodi e toda região Nordeste, nos últimos meses os projetos de Manojo da Caatinga estavam praticamente inativos, e sem muitas atividades. Com o retorno das chuvas, os agricultores e o técnico do Centro Terra Viva Gil Araújo aproveitaram a manhã de hoje para fazer o plantio das mudas nas áreas do Projeto de Manejo do Assentamento, foram plantadas mudas de Sabiá, Gliricidia e Leucena, ao todo mais de 500 mudas foram doadas para as famílias.

“Com a chegada dessas mudas nós potencializamos o suporte forrageira das áreas, aumentando assim a perspectiva dos criadores na convivência com as estiagens que tanto castiga nossa região”, finalizou Gil, técnico Agrícola do Centro Terra Viva.