Assentamento De Apodi É Exemplo De Comvivência Digna No Semi-Árido Com Respeito Ao Meio Ambiente

   A história do P.A. Laje do Meio no município de Apodi é sem dúvida o histórico de uma tentativa, bem sucedida de convivência com o semi-árido e de respeito ao meio ambiente, pois no início, antes do acesso ao crédito, logo na primeira oficina sobre crédito em 2001 em que foram retiradas as propostas para elaboração dos projetos do Pronaf A, entre as inversões estava, a construção da casa do mel, a aquisição de colméias, equipamentos, sendo tais inversões responsáveis pela maior fatia do crédito disponível no momento, levando todos unidos para uma condição desafiadora, tendo em vista ser a primeiro assentamento que apostou na apicultura como principal atividade e segundo por ser a Apicultura uma atividade em que o seu sucesso está associado, a condição da comunidade em preservar o meio ambiente, e logo na primeira safra, o sucesso foi tanto que no ano seguinte todos os sócios ampliaram com capital próprio seus apiários, tal fato se repetiu em 2004 quando teve acesso a segunda operação para retirada do Pronaf Complementar.

 

 

 

   Durante esse período o assentamento foi também pioneiro, na implantação de unidades de manejo da caatinga, tendo como objetivo o uso racional do potencial da Caatinga Nordestina, para a exploração apícola; além de que cresceu no assentamento a consciência do não uso de agrotóxicos nas lavouras de subsistência, o que foi fácil, pelo fato da apicultura de se tornado de longe a principal atividade de todas as unidades de produção familiar; o incremento na renda nas famílias de Laje do Meio foi sentido pelos assentamentos e comunidades vizinhas, iniciando assim uma reação em cadeia que disseminou a apicultura e o respeito ao meio ambiente a vários assentamentos do município de Apodi; tendo em vista que as unidades de manejo da caatinga estão presentes em quase todos os assentamentos da chapada do Apodi. O assentamento Laje do Meio é hoje um dos maiores produtores de mel da região, devido ao potencial apícola local e principalmente da capacidade de organização dos trabalhadores, que têm conseguido aplicar corretamente os créditos recebidos, com respeito ao meio ambiente.