Centro Terra Viva realiza visita no município de Campo Grande com a finalidade de conhecer tecnologias sociais de convivência com o Semiárido.

O Centro Terra Viva, esteve em atividades de campo nas áreas de atuação da Sertão Verde, no município de Campo Grande, no Oeste Potiguar, com a finalidade de visitar algumas tecnologias sociais de convivência com o semiárido através do Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2) que é uma das ações do Programa de Formação e Mobilização Social para Convivência com o Semiárido.

 

Esse programa tem como objetivo a construção de processos participativos de desenvolvimento rural no Semiárido brasileiro e promover a soberania, a segurança alimentar e nutricional e a geração de emprego e renda às famílias agricultoras, através do acesso e manejo sustentáveis da terra e da água para produção de alimentos.

 

 

 

Bomba D'água - BAP

Na ocasião, a visita técnica aconteceu na comunidade de Caiana, onde foi observado uma das tecnologias sociais que será trabalhada pela ONG Terra Viva, a Bomba D’água (BAP) construída em 2012. Essa tecnologia aproveita os poços tubulares desativados para extrair água subterrânea por meio de um equipamento manual, que pode ser instalada em poços de até 60 metros de profundidade. Nos poços de 40 m, chega a puxar até 1.000 litros de água em uma hora. Essa é uma tecnologia de uso comunitário.

 

Barreiro Trincheira

 

 

Já na comunidade de Cabeça do Boi, a tecnologia visitada foi o Barreiro Trincheira, que consiste em ser um barreiro profundo e estreito, cavado em subsolo cristalino, tem largura em media de cinco metros, e com profundidade de mais de três metros. Pequenas valetas são construídas para direcionar a água da enxurrada.

 

Outras tecnologias foram também visitadas, e a troca de experiência entre as duas ONGs, e o constante diálogo com o home do campo são as provas de que a luta por um semiárido de convivência é a base fundamental para que essas tecnologias sociais possam ser viáveis e eficazes.

 

Até dezembro de 2013, a Terra Viva implantará na região Oeste, mais de 149 tecnologias sociais de convivência com o semiárido brasileiro.